Halloween tupiniquim: quando o folclore brasileiro assume o Dia das Bruxas
Todo 31 de outubro o Brasil se enche de abóbora, vampiro e bruxa de chapéu pontudo. Personagens ótimos, todos eles. Só que importados.
E aí a gente lembra que tem uma mulher que vira jacaré da cintura para baixo, um cavalo em chamas galopando na madrugada e uma cobra de fogo que protege a floresta. Tudo isso já é nosso. Sempre foi.
Foi daí que nasceu a coleção de Halloween da Mica em 2026: da desconfiança de que o nosso medo é bem mais interessante do que o que a gente importou.
Quando é o Halloween 2026
O Halloween, ou Dia das Bruxas, cai sempre em 31 de outubro. Em 2026 é um sábado — o que resolve metade dos problemas de quem quer fazer festa e a outra metade de quem precisa entregar presente a tempo.
E tem uma coincidência que não é bem coincidência: 31 de outubro também é o Dia do Saci. A data foi proposta justamente como contraponto ao Halloween, para lembrar que o Brasil tem um imaginário próprio e não precisa pegar emprestado o de ninguém.
A gente concorda com a ideia. Discorda só da parte do contraponto. Dá para fazer os dois no mesmo dia.
O Brasil sempre teve seus monstros
Antes de ser matéria de livro escolar, o folclore brasileiro era o que se contava à noite para explicar barulho no mato, criança que sumiu e fogo que aparece no horizonte. Era literatura de terror oral, feita de boca em boca, sem autor.
Repare no que essas histórias têm em comum: quase nenhuma delas é gratuita. A Iara afoga, mas encanta antes. O Boitatá é assustador, mas protege a mata. O Saci apronta, mas ninguém morre. Nosso medo vem sempre com uma segunda intenção.
Achamos que isso combina bastante com bombom: casca por fora, outra coisa por dentro.
Seis lendas, seis recheios
Cada bombom da coleção (R$ 10 cada) é pintado à mão e parte de um personagem do folclore. O recheio não foi escolhido pela cor bonita — cada um vem de algum canto da cozinha brasileira que conversa com a lenda.
Mula Sem Cabeça — A lenda: uma mulher amaldiçoada que vira mula e sai galopando na madrugada de quinta para sexta, soltando fogo pelo pescoço. O bombom: goiabada e bolo de fubá, casca de chocolate branco, finalização em 54%. Todo o terror acaba na primeira mordida, e o que sobra é festa junina.
Boitatá — A lenda: uma serpente de fogo que atravessa os campos à noite e castiga quem toca fogo na mata. É o guarda-florestal mais antigo do Brasil. O bombom: chocolate 54%, gel de caramelo e ganache de pudim. Escamoso por fora, macio por dentro, com aquele contraste de textura que a gente gosta de provocar.
Iara — A lenda: a sereia dos rios, que canta, é bonita, e leva o pescador para o fundo sem que ele reclame muito. O bombom: geleia de framboesa e ganache de baunilha do cerrado, casca de 54%. O mais delicado da coleção. E o mais perigoso, se a gente for coerente com a história.
Saci — A lenda: perna só, gorro vermelho, cachimbo, e um talento notável para esconder a sua chave dentro de um redemoinho. O bombom: doce de leite e crumble de queijo Serra da Canastra, casca de 54%. Doce e salgado na mesma mordida, porque o Saci nunca entregaria uma coisa só.
Cuca — A lenda: meio mulher, meio jacaré, a bruxa que leva criança que não dorme. Provavelmente o maior trauma infantil coletivo do país. O bombom: chocolate ao leite e ganache de coentro. Sim, coentro. Se você está torcendo o nariz agora, é exatamente esse o efeito que a Cuca sempre teve nas pessoas.
Lobisomem — A lenda: o sétimo filho homem que vira lobo na lua cheia. Único da lista que a gente também importou, mas que ganhou versão brasileira em toda roça do interior. O bombom: casca de chocolate ao leite, coco torrado, ganache de cocada e finalização em 54%.
E a abóbora?
Ficou. A gente não é de radicalismo.
A Abóbora (R$ 149) vem em duas metades de casca de chocolate ao leite: uma com spread de caramelo artesanal, outra com ganache de chocolate ao leite. É o símbolo do Halloween, sem a parte de esvaziar por dentro e colocar vela.
O resto da coleção
A Fatia de Bolo de Cenoura (R$ 52) é um sabor inédito de fatia, a versão grande dos nossos bombons recheados. Casca de chocolate ao leite, bolo de cenoura, brigadeiro e 54%. Bolo de cenoura com cobertura, só que ao contrário.
A Barra de Pipoca Explosiva (R$ 52) é a nossa homenagem ao carrinho de pipoca, que é praticamente mobiliário urbano no Brasil. Pipoca caramelizada, açúcar que explode na boca e chocolate ao leite Luisa Abram 42%, feito com cacau selvagem amazônico. É a única coisa da coleção que realmente dá um susto.
E a Lata Degustação (R$ 129), para quem não quer escolher: drágeas, biscoito sablé, bombons variados, caramelo de corte e outras coisas que a gente faz o ano inteiro, reunidas numa lata com estampa temática. Boa de presentear e melhor ainda de guardar depois.
Onde encontrar
A coleção está nas três lojas — Pinheiros (Rua Artur de Azevedo, 1199), Shopping JK Iguatemi e Shopping Pátio Higienópolis — e no site, com entrega para todo o Brasil.
Um aviso prático, porque a gente prefere falar antes: despachamos por Sedex às segundas e terças. Como o Halloween 2026 cai num sábado, o pedido precisa sair até a terça, 27 de outubro, para chegar a tempo. Depois disso, a coleção continua na loja física enquanto durar.
Dá para ver tudo na coleção de Halloween.
Doces ou travessuras, a gente escolheu os dois.
chocolates legais para pessoas legais! 💜
Perguntas Frequentes

