Existe um ano novo que não começa com contagem regressiva. Começa com uma maçã, uma colher de mel e um pedido dito em voz alta: que o ano que vem seja doce.
É literal. Não é metáfora de cartão. A pessoa mergulha a fatia no mel, come, e pede um ano doce — como quem escolhe o sabor dos próximos doze meses antes de eles acontecerem.
A gente, que trabalha com doce, acha isso bonito demais para deixar passar batido.
Quando é Rosh Hashaná em 2026
Rosh Hashaná 2026 começa no pôr do sol de sexta-feira, 11 de setembro, e vai até o anoitecer de domingo, 13 de setembro. São dois dias de festa, e o ano que entra é o 5787.
Uma explicação rápida para quem está chegando agora: no calendário judaico, o dia começa quando o sol se põe, não à meia-noite. Por isso toda data aparece com essa borda de "começa na véspera". Não é detalhe burocrático — é o que faz o jantar da noite anterior ser a refeição principal da festa.
O que é Rosh Hashaná, afinal
Rosh Hashaná quer dizer, ao pé da letra, cabeça do ano. É o ano novo judaico — mas com uma energia bem diferente do 31 de dezembro: menos fogos, mais balanço. É o momento de olhar para trás com honestidade e para frente com intenção.
Na sinagoga, o som que marca a data é o do shofar, uma espécie de trombeta feita de chifre de carneiro. São cem toques, e nenhum deles é bonito no sentido convencional. É um som feito para acordar, não para embalar.
A mesa é um trocadilho comestível
Aqui está a parte que a gente mais gosta. Em Rosh Hashaná, a comida não é só comida: é um sistema de pedidos. Cada item na mesa está ali porque significa alguma coisa.
- Maçã com mel — o pedido mais conhecido de todos. Um ano doce.
- Romã — dizem que ela tem 613 sementes, o mesmo número de mandamentos da Torá. Um pedido de ano cheio.
- Chalá redonda — o pão trançado, que no resto do ano é comprido, vira um círculo. Porque o ano é um ciclo, e círculo não tem fim. Tem quem mergulhe no mel também.
- Cabeça de peixe — para ser cabeça, e não cauda. Ou seja: liderar a própria vida.
- Tâmara, alho-poró, beterraba, abóbora — cada um entra por causa de um jogo de palavras em hebraico. A mesa inteira funciona como trocadilho.
Agora repare no que nenhum desses doces é: sobremesa. Em Rosh Hashaná o doce não fecha a refeição — ele abre. É a primeira coisa, não a última.
Muda bastante a forma de pensar a data, não muda?
Dez dias depois, o silêncio: Yom Kippur
Rosh Hashaná não termina em Rosh Hashaná. Ele abre um período de dez dias — os Yamim Noraim, os Dias Temíveis — que se fecham em Yom Kippur, o Dia do Perdão. Em 2026, do pôr do sol de domingo, 20 de setembro, ao anoitecer de segunda, 21.
Yom Kippur é um jejum de cerca de 25 horas. Nada de comida, nada de bebida — nem água. É o dia mais sério do calendário judaico, e o único em que a vida praticamente para.
E é exatamente por isso que a refeição que vem depois é uma das mais afetivas do ano inteiro. A quebra do jejum não é um banquete: ninguém encerra 25 horas sem comer com um bife. Quebra-se com coisas leves, doces, café — algo que devolva açúcar ao corpo devagar. É uma mesa de reencontro, feita de coisas pequenas divididas entre muita gente.
Se existe um momento do calendário judaico em que chocolate faz sentido absoluto, é esse.
E então, uma cabana: Sucot
Cinco dias depois de Yom Kippur vem Sucot — em 2026, do pôr do sol de sexta, 25 de setembro, até 2 de outubro. Depois da introspecção, a festa.
Sucot é a festa das cabanas. As famílias montam uma sucá, uma estrutura provisória com teto de folhagem por onde dá para ver as estrelas, e fazem as refeições ali durante sete dias. Recebem visita, jantam ao ar livre, convidam gente que mal conhecem.
É a data mais anfitriã do ciclo. E toda casa que recebe convidado por uma semana inteira agradece bastante por quem chega com alguma coisa na mão.
Como cumprimentar sem errar
Se você quer mandar uma mensagem para alguém que celebra e travou na hora de escrever, é mais simples do que parece.
- Shaná Tová — "bom ano". Serve para Rosh Hashaná e nunca soa errado.
- Shaná Tová Umetuká — "um bom e doce ano". Nossa favorita, por motivos evidentes.
- Gmar Chatimá Tová — usado entre Rosh Hashaná e Yom Kippur. Algo como "que você seja selado para o bem".
- Chag Sameach — "boa festa". Funciona para Sucot e para praticamente qualquer festa judaica.
Nenhum deles exige sotaque perfeito. A intenção chega antes da pronúncia.
Presentear quem celebra
Chocolate cabe bem nas três datas, e por motivos diferentes em cada uma: em Rosh Hashaná porque o doce é literalmente o pedido do ano; na quebra do jejum porque é o que o corpo pede; em Sucot porque é a semana em que todo mundo está recebendo.
Nossos presentes com a estampa da época estão organizados nesta seção. Pensando nessas datas especificamente, vale olhar por dois filtros: caixas grandes, que funcionam para dividir com muita gente (mesa de Rosh Hashaná e sucá pedem exatamente isso), e coisas pequenas e doces, que são o formato certo para a quebra do jejum.
Shaná Tová Umetuká. Que seja um ano bom — e, principalmente, doce.
chocolates legais para pessoas legais! 💜
Perguntas Frequentes

